Vídeo-aula 3: O juizo moral na criança.

Nesta aula discutimos as relações entre o ambiente escolar democrático e sua influência nos processos de desenvolvimento da cooperação e do juízo moral infantil. O ponto de referência é a teoria de Jean Piaget e seu livro de 1932, O juízo moral na criança.

Jean Piaget, ao fundo, observa crianças desenvolvendo atividades com auxílio da psicóloga Constance Kamii.

Jean Piaget: “Toda moral consiste num sistema de regras, e a essência de toda moralidade deve ser procurada no respeito que o indivíduo adquire por essas regras”.

O que é uma pessoa moral? É uma pessoa que cumpre as regras. Um pessoa que mata ou que rouba é uma pessoa imoral. Moral tem a ver com respeitar as leis da sociedade.
Os acordos estabelecidos constroem as regras em uma sala de aula. O respeito às regras deve ser internalizado.

Processo de desenvolvimento:

O sufixo nomia vem do grego nomos que significa regras.

A criança nasce com a ausência de regras: Anomia.

Na infância a criança passa pela heteronomia: a criança descobre que existem regras e que elas vêm de várias fontes (pais, familiares, religião…)

Quando a pessoa entende que existem regras na sociedade e quando elas se internalizam na pessoa, dizemos que está na Autonomia.

Como as crianças passam do estado de Anomia para o de Autonomia? Através da Coação (Respeito Unilateral), ou seja, instrumentos utilizados pelos adultos para colocar as regras. O respeito unilateral é de mão única, não tem sentido oposto. Para respeitar é necessário ter amor (vínculo afetivo) e medo da punição.

A meta da educação de valores é a AUTONOMIA, construída através do respeito mútuo e da colaboração. O jogo de regras é fundamental no desenvolvimento da criança, pois há convivência entre os colegas.

A redução do egocentrismo precisa acontecer. Uma criança egocêntrica tem o mundo girando em torno dela. É necessário que a criança reconheça os outros para ter autonomia. Independência não é sinal de autonomia. As pessoas que fazem tudo do jeito delas não consideram os outros. O sujeito autônomo sabe que existem regras, mas também sabe que elas estão internalizadas nele, pois sabe o que é certo e errado e sabe como agir. Ele considera o coletivo nas suas ações.

A meta que desejamos atingir na criança é a AUTONOMIA.

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Sobre Meily Cassemiro

Há pessoas que fazem com que a gente floresça todos os ramos, brote todos os galhos, sejamos o que de melhor podemos ser. São pessoas que a gente AMA e que nos possibilitam nos deixar amar por elas e por NÓS mesmos. Nos apaixonamos por elas e pelo que elas nos habilitaram a SER. Há as que despertam o que há de pior em nós: a mesquinhez, a inveja, o rancor, a amargura, a tirania, a doença. Também precisamos delas, como precisamos de uma tomografia ou um raio x. Precisamos localizar onde dói, o que faz doer, o que causou aquilo, para poder curar. O que não se pode é empacar entre o diagnóstico e a cirurgia. É onde entra a CORAGEM de ser FELIZ. Uma vez alguém me disse que há muito tinha se convencido de que as pessoas são tão mais felizes quanto podem se permitir SER ELAS MESMAS. Acho que é isso. Mas ser a gente mesmo às vezes implica ser diferente conforme a circunstância, conforme o outro, conforme o caso. Implica ir se metamorfoseando. E assim, somos um grande mosaico mutante de muitas faces, muitas vidas, muitos de nós mesmos para muitos outros, que a gente espera que vá ficando cada vez mais bonito, que a gente espera que vá podendo ser cada vez mais FIEL AO QUE SOMOS, ao que QUEREMOS SER, ao que SONHAMOS NOS TORNAR.
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2 respostas para Vídeo-aula 3: O juizo moral na criança.

  1. Miriam disse:

    Olá, acabo de iniciar a especialização em EVC e achei seu blog muito interessante, parabéns pela iniciativa!
    Apenas uma correção: segundo a vídeo-aula, coação e respeito unilateral são processos que contribuem para a passagem da Anomia para a Heteronomia. Para se atingir a Autonomia, o professor Ulisses cita a vivência de jogos cooperativos e a redução do egocentrismo.

    • Olá, Miriam! Agradeço sua visita e seu comentário no meu blog. Em outras palavras, foi isso que quis pontuar sobre Anomia, Heteronomia e Autonomia. Você é sempre bem-vinda. Um abraço ético! Meily.

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