Vídeo-aula 23: Relações sociais de gênero: um direito e uma categoria de análise

A constituição das relações de gênero está diretamente ligada à ampliação do direito das mulheres e à crítica ao determinismo biológico como base das diferenças entre homens e mulheres. O propósito desta vídeo-aula é resgatar o caráter social do conceito de gênero que remete necessariamente à dinâmica da transformação social.

Profª Cláudia Vianna (Faculdade de Educação – USP)

O que significa falar em gênero hoje em dia?

Relações sociais de gênero: um direito e uma categoria de análise.

- Luta por direitos – cidadania.

- Ampliação do direito das mulheres: direito ao voto, direito ao trabalho remunerado, direito de ir e vir…

- Sair da naturalização das diferenças entre os sexos

- Caráter social com distintos contextos históricos

- Categoria de análise

- Caráter social

- Crítica à hegeronormatividade compulsória.

Relações sociais de gênero: dimensões da desigualdade.

BRANCOS de 15 anos ou +: 8,3 anos de estudo e 60,3% com ES

NEGROS de 15 anos ou +: 6,5 anos de estudo e 28,7% com ES

ZONA URBANA: 8,6 anos de estudo.

ZONA RURAL: 4,6 anos de estudos

NORDESTE: 6,2 anos de estudos

SUDESTE: 7,7 anos de estudos

MULHERES:

55% ES e 62% concluintes brancas com menos de 50 anos.

2008 = 10% ANALFABETOS (14,2 milhões)

Negros = 13,6%

Brancos = 6,2%

Relações Sociais de Gênero: direito adquirido na luta coletiva:

Movimentos feministas: direito ao voto e aprofundamento na luta contra ao patriarcado (dominação do pai e do marido).

Os valores e os significados femininos valem menos do que os masculinos. Ser objetivo vale mais do que ser sensível.

Movimento LGBT e identidades sexuais:

Movimentos Sociais: símbolos do desafio de estruturas históricas; repressão sexual; heterossexualidade compulsória.

A sexualidade se torna uma dimensão política com o movimento feminista e com o movimento LGBT.

Avanços das Relações Sociais de Gênero:

- Variedade de estruturas familiares e domésticas;

- Incorporação das mulheres no mercado de trabalho remunerado fora do lar;

- Estruturação global do Movimento Feminista;

- Questionamento da heterossexualidade compulsória.

Permanências das Relações Sociais de Gênero:

- Segmentação do mercado de trabalho;

- Transposição do patriarcado para a fábrica;

- Socialização de gênero;

- Heterossexualidade como padrão.

Diferença biológica X desigualdade social

- Final dos anos 1960

- Gênero para questionar a associação biológica para distinção entre homens e mulheres.

- Vários estudos

- Problematização da imutabilidade das diferenças entre homens e mulheres.

Riscos das Relações Sociais de Gênero:

- As tentativas de sair da ‘neutralidade’ ou do silêncio a propósito da diferença dos sexos parecem, contudo, na maior parte das vezes, retomar um essencialismo construído sobre os lugares comuns masculinos (COLLIN, 1991)

 

Desafios das Relações Sociais de Gênero:

- Existência de anatomia cerebral específica para cada sexo;

MULHERES: intuição, falta de aptidão para ciências exatas, ampla habilidade verbal e uso simultâneo de ambos os hemisférios cerebrais.

HOMENS: melhor desempenho espaço-visual, matemático e científico.

Categoria de análise: CARÁTER SOCIAL E RELACIONAL / RELAÇÕES DE PODER.

- Estar atento para os processos responsáveis pela transformação da história em natureza, do arbitrário cultural em natural. (BOURDIEU, 2002)

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Sobre Meily Cassemiro

Há pessoas que fazem com que a gente floresça todos os ramos, brote todos os galhos, sejamos o que de melhor podemos ser. São pessoas que a gente AMA e que nos possibilitam nos deixar amar por elas e por NÓS mesmos. Nos apaixonamos por elas e pelo que elas nos habilitaram a SER. Há as que despertam o que há de pior em nós: a mesquinhez, a inveja, o rancor, a amargura, a tirania, a doença. Também precisamos delas, como precisamos de uma tomografia ou um raio x. Precisamos localizar onde dói, o que faz doer, o que causou aquilo, para poder curar. O que não se pode é empacar entre o diagnóstico e a cirurgia. É onde entra a CORAGEM de ser FELIZ. Uma vez alguém me disse que há muito tinha se convencido de que as pessoas são tão mais felizes quanto podem se permitir SER ELAS MESMAS. Acho que é isso. Mas ser a gente mesmo às vezes implica ser diferente conforme a circunstância, conforme o outro, conforme o caso. Implica ir se metamorfoseando. E assim, somos um grande mosaico mutante de muitas faces, muitas vidas, muitos de nós mesmos para muitos outros, que a gente espera que vá ficando cada vez mais bonito, que a gente espera que vá podendo ser cada vez mais FIEL AO QUE SOMOS, ao que QUEREMOS SER, ao que SONHAMOS NOS TORNAR.
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2 respostas para Vídeo-aula 23: Relações sociais de gênero: um direito e uma categoria de análise

  1. Daci do Carmo Rodrigues disse:

    Amei seu texto e concordo com cada palavra escrita. Parabéns pelo SER HUMANO que és!
    Daci

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