Vídeo-aula 16: Encaminhamentos pedagógicos: blog no ensino de ciências

A aula tem por foco descrever uma experiência de implantação de prática pedagógica que objetiva o reconhecimento e o diálogo com as práticas das culturas juvenis da comunidade local: a tecnocultura. Essa prática teve por propósitos facilitar a aproximação com os estudantes, ter maiores chances de influência na formação de identidades voltadas a um meta solidária e para o bem comum e também para obter melhores resultados nos processos de ensino-aprendizagem nas aulas de ciências.

Profª Mônica Fogaça (Faculdade de Educação – USP)

1. Tecnocultura nas culturas juvenis: a escola do blob entre as mídias sociais.

A Internet é o ambiente prioritário da grande maioria dos jovens urbanos. A escola precisa aprender as práticas dos jovens, com a intenção de desenvolver atividades da comunidade escolar.

Aula de Ciências do 9º ANO com seis classes, onde o material da Internet seguiu em paralelo

– Web 2.0 (divulgação X produção) – ferramentas online.

– Mídias sociais (blog, wiki, redes sociais, podcast, videocast (Youtube), RSS).

– Síncronas (interação rápida), assíncrona (reflexão, pesquisa).

– Resultados divulgados: motivação, qualidade do texto, análise, aprofundamento.

Tipos de usos: memória, divulgação de projetos, análise de casos, contato e discussão com audiência mais ampla, resolução de problemas, trabalho colaborativo.

2. Condução da prática pedagógica.

A. O mapeamento das práticas culturais: qual é a cultura desta comunidade que estava na escola? “Orkut” dentro da sala de aula; produção de um perfil com foto num papel; colocar dentro dos saquinhos plásticos e ler os perfis dos colegas; descobrir as características em comum entre os amigos e colocar bilhetes em três folhas diferentes. As práticas corporais e o uso de aparelhos de telecomunicações foram muito citadas. Os passeios e as músicas/instrumentos também.

B. Construção de temas culturais:

– Eu me remexo muito: práticas corporais (estudo dos movimentos).

– Peleshop: ctrlc, ctrlv.

– Se liga, Brow!

C. Blog em paralelo a todo o curso produzido por grupos – escolhiam focos das aulas para descrever aspectos da ciência e tecnologia participantes dos temas escolhidos por eles. Os alunos montaram grupos e produziram textos a partir do que iam aprendendo com as aulas.

D. Houve um problema, pois os alunos não estavam produzindo textos dissertativos de própria autoria, mas sim foram sendo copiados da Internet. Teve necessidade de uma negociação da prática cultural e observação de indicadores da gestão democrática = diferença entre uso de tecnologia digital e noção de tecnocultura.

E. Leitura dos blogs para busca de pistas das representações de conceitos e de identidade e para preparo das atividades didáticas.

F. Vários tipos de atividades didáticas (laboratório, texto, debate, problemas) + Estímulo da troca de comentários nos blogs (mesma classe, entre classes e com os da rede mundial).

– Estudos de conceitos de física, química e biologia e de outras áreas (economia, história, linguagem) foram trabalhados com dois focos para desconstrução: procedências (ressignificar e ampliar os significados iniciais das culturas juvenis).

Os blogs e outras práticas pedagógicas devem ser utilizados para facilitar a aproximação e maior eficácia na aprendizagem.

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Sobre Meily Cassemiro

Há pessoas que fazem com que a gente floresça todos os ramos, brote todos os galhos, sejamos o que de melhor podemos ser. São pessoas que a gente AMA e que nos possibilitam nos deixar amar por elas e por NÓS mesmos. Nos apaixonamos por elas e pelo que elas nos habilitaram a SER. Há as que despertam o que há de pior em nós: a mesquinhez, a inveja, o rancor, a amargura, a tirania, a doença. Também precisamos delas, como precisamos de uma tomografia ou um raio x. Precisamos localizar onde dói, o que faz doer, o que causou aquilo, para poder curar. O que não se pode é empacar entre o diagnóstico e a cirurgia. É onde entra a CORAGEM de ser FELIZ. Uma vez alguém me disse que há muito tinha se convencido de que as pessoas são tão mais felizes quanto podem se permitir SER ELAS MESMAS. Acho que é isso. Mas ser a gente mesmo às vezes implica ser diferente conforme a circunstância, conforme o outro, conforme o caso. Implica ir se metamorfoseando. E assim, somos um grande mosaico mutante de muitas faces, muitas vidas, muitos de nós mesmos para muitos outros, que a gente espera que vá ficando cada vez mais bonito, que a gente espera que vá podendo ser cada vez mais FIEL AO QUE SOMOS, ao que QUEREMOS SER, ao que SONHAMOS NOS TORNAR.
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