Vídeo-aula 19: Relações etnicorraciais na escola

A videoaula discute os conceitos de Raça, Racismo e Etnia, observando as correlações entre os mesmos e seus possíveis reflexos no cotidiano pedagógico, lançando mão dos estudos sobre as teorias racistas e os discursos antirracistas.

Prof. César Rodrigues (Faculdade de Educação – USP)

RAÇA:

Apresentação do conceito a partir dos escritos de Munanga (2004).

– Sorte, categoria, espécie;

– Utilizado na zoologia e na botânica para classificar espécies animais e vegetais;

– Com o progresso dos estudos em genética humana, biologia molecular e bioquímica;

– Conceito sem validade para explicar a espécie humana;

– Porém, isso não significa que todas as populações e seus indivíduos sejam geneticamente semelhantes.

– O problema da utilização do termo para denominar a espécie humana;

– O rastro da hierarquização – escala de valores: (biológico X qualidades morais, intelectuais, culturais e psicológicas);

– Como consequência dessa hierarquização;

– Mesmo sem validade científica o termo raça continua valendo em nível político-ideológico, pois tem vários significados em partes diferentes no mundo.

RACISMO:

– Segundo o Dicionário Houaiss é o “conjunto de teorias e crenças que estabelecem uma hierarquia entre as raças, entre as etnias” ou “doutrina ou sistema político fundado sobre o direito de uma raça (considerada pura e superior) de dominar outras;

– De acordo com Kabenguele Munanga, o termo foi criado na década de 1920 e o seu conceito não é consensual;

– O racismo clássico e o racismo novo.

ETNIA:

– Segundo Munanga (2004, p. 29)

– “Conjunto de indivíduos que, histórica ou mitologicamente, têm um ancestral comum, têm uma língua em comum, uma mesma religião ou cosmovisão, uma mesma cultura e moram geograficamente num mesmo território.

– Algumas etnias podem constituir sozinhas nações;

– Substituir raça por etnia é apenas uma questão semântica, porém as vítimas são as mesmas assim como as raças de ontem são as etnias de hoje;

– Um grupo social pode ter muitas etnias, porém, uma etnia só comporta uma raça.

 “Somos um país de mestiços”: uma afirmação perigosa!

Por que perigosa? Porque apesar de parecer unificadora esconde as grandes diferenças entre as populações e reforça o mito da democracia racial;

Os discursos de igualdade racial e/ou mestiçagem na escola:

– Em que lugar esses discursos refletem? Secretarias, banheiros, corredores, salas de aulas, etc.

– Quem sofre as consequências diretas desses discursos?

– O que é produzido por esses discursos?

Cabe aos professores observar as atitudes de preconceito diante de determinadas situações pedagógicas para que a justiça social seja atingida. É necessário dar mais para quem tem menos e encontrar um EQUILÍBRIO para se alcançar uma educação democrática e cidadã.

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Sobre Meily Cassemiro

Há pessoas que fazem com que a gente floresça todos os ramos, brote todos os galhos, sejamos o que de melhor podemos ser. São pessoas que a gente AMA e que nos possibilitam nos deixar amar por elas e por NÓS mesmos. Nos apaixonamos por elas e pelo que elas nos habilitaram a SER. Há as que despertam o que há de pior em nós: a mesquinhez, a inveja, o rancor, a amargura, a tirania, a doença. Também precisamos delas, como precisamos de uma tomografia ou um raio x. Precisamos localizar onde dói, o que faz doer, o que causou aquilo, para poder curar. O que não se pode é empacar entre o diagnóstico e a cirurgia. É onde entra a CORAGEM de ser FELIZ. Uma vez alguém me disse que há muito tinha se convencido de que as pessoas são tão mais felizes quanto podem se permitir SER ELAS MESMAS. Acho que é isso. Mas ser a gente mesmo às vezes implica ser diferente conforme a circunstância, conforme o outro, conforme o caso. Implica ir se metamorfoseando. E assim, somos um grande mosaico mutante de muitas faces, muitas vidas, muitos de nós mesmos para muitos outros, que a gente espera que vá ficando cada vez mais bonito, que a gente espera que vá podendo ser cada vez mais FIEL AO QUE SOMOS, ao que QUEREMOS SER, ao que SONHAMOS NOS TORNAR.
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